O flamingo-rosado (Phoenicopterus roseus) é, de entre as várias espécies de flamingos, aquele cuja distribuição geográfica é a maior, frequentando os lagos e lagoas de água salobra ou salgada na região do Mediterrâneo, África Ocidental, Oriental e Meridional e Sudoeste. A sua população mundial é estimada em mais de 500 000 indivíduos. Na região do Mediterrâneo, é geralmente admitida a existência de duas populações: uma população ocidental provavelmente compreendendo cerca de 100 000 indivíduos, e uma população oriental que inclui parte da Ásia e cujo tamanho foi estimado em 290 000 indivíduos.
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Os flamingos não são verdadeiros migradores, efectuando movimentos dispersivos ao longo das
costas europeias e africanas do Mediterrâneo, pela costa atlântica de Portugal e ainda pela costa
africana atingindo a Guiné-Bissau. Ainda á pouco tempo, pouco se conhecia dos movimentos destas
aves, até que foi iniciado em 1977 um programa de marcação intensivo em colónias situadas na
região do Paleártico Ocidental, que permitiu descobrir alguns dos segredos das deslocações desta
espécie.
Assim, a grande maioria dos juvenis que abandonam a colónia após a época de nidificação,
dependendo da condição corporal de cada um, prefere escolher outro local para passar o inverno. De
acordo com investigadores, a escolha destes locais de invernada está dependente da direcção dos
ventos que se fazem sentir nas colónias no período de abandono. Após o primeiro ano de vida, a
probabilidade de mudança dos locais de invernada nos anos subsequentes é baixa, existindo assim
uma tendência para regressar aos locais de invernada habituais nos 2 a 3 anos seguintes.
Em Portugal já foram observados Flamingos provenientes de colónias situadas em Espanha, França,
Itália, Turquia e Argélia.